A intoxicação alimentar é causada pela ingestão de alimentos contaminados, que pode ocorrer durante sua produção, armazenamento, preparo, como através do contato com fezes de animais, mãos sujas, água sem tratamento, ingestão de toxinas químicas, entre outras formas.

É importante ficar sempre atento aos cuidados e formas de prevenção. Pesquisas afirmam que cerca de 20% de todos os alimentos que compramos, estão fora das normas do Ministério da Saúde. A atenção deve ser ainda maior quando comemos fora de casa, pois não é possível garantir a qualidade e a forma com que o alimento foi preparado.

Entre em nosso site e aprenda tudo sobre os diversos tipos de intoxicação, como os microorganismos chegam até nós, os principais sintomas, como se prevenir em diferentes situações e confira algumas dicas para cuidar da alimentação infantil.

A intoxicação alimentar é uma reação contrária do organismo ao ingerir um alimento contaminado, que ocorre pela presença de toxinas produzidas pelos microorganismos no alimento ingerido.

  • Microorganismos: são micróbios de diferentes tipos: vírus, bactérias, fungos, parasitas etc.

Muitas vezes a intoxicação e a infecção alimentar são consideradas a mesma coisa, mas há uma diferença não só na forma com que os microorganismos atuam, como também nos sintomas causados.

Infecção alimentar: é quando os microorganismos crescem e se multiplicam no intestino após a ingestão do alimento contaminado. A partir desse momento, invadem a mucosa e penetram os tecidos.

Causas da Intoxicação Alimentar

A contaminação pode ter várias origens, e normalmente ocorre pelo modo incorreto de se produzir, limpar, guardar, manusear e preparar os alimentos.

Mas existem alguns que são contaminados com mais facilidade, os principais focos da intoxicação:

Alimentos Mistos: são os que contém lípideos, margarina, óleo, etc.

Veja exemplos comuns de intoxicação no dia-a-dia:

  • O animal está com microorganismos armazenados na carne. Ao comprarmos a carne e prepararmos de forma errada, por exemplo, como não cozinhar direito, os microorganismos não morrem e se transferem para o nosso corpo ao comermos.
  • Se um restaurante usa maionese para preparar seus pratos e ela fica horas fora da geladeira, ela se torna perigosa, pois é uma situação propícia para o crescimento de bactérias. Sem perceber a contaminação, os funcionários continuam produzindo os pratos com a maionese e os clientes podem ser contaminados.
  • Nossas mãos entram em contato direto com vários tipos de micróbios, e ao pegarmos um alimento sem lavá-las, podemos contaminá-lo e sermos contaminados também.

Água Contaminada

A contaminação da água é uma das principais causas da intoxicação, principalmente em lugares onde o saneamento básico é precário e não há rede de esgoto. Dessa forma, todos ficam expostos à milhares de microorganismos, seja ao beber água, lavar as mãos, preparar uma comida, e principalmente, ao lavar os alimentos, que independente de ser de origem animal ou vegetal, correm os mesmos riscos.

Toxinas Químicas

A intoxicação também pode ser resuiltado da ingestão de substâncias tóxicas de animais e plantas que contêm veneno. Os principais são os cogumelos, frutos do mar e plantas venenosas:

Frutos do mar

A intoxicação pela ingestão de frutos do mar normalmente é causada por pescados e mariscos. Alguns possuem toxinas venenosas, tais como a ciguatera, o tetraodon e a histamia. Essas toxinas são produzidas por microorganismos marinhos comidos pelos peixes, que acabam se alojando na carne.

É preciso ter um cuidado especial com os pratos com frutos do mar, pois os métodos de prepraro, na maioria das vezes, não conseguem destruir a toxina, mas como o sabor da comida não é alterado, passa desapercebido.

  • Algumas espécies venenosas: Baiacu e Cavala.

Cogumelos

Os cogumelos venenosos possuem toxinas produzidas naturalmente e cada espécie tem um tipo. Para os não especialistas é praticamente impossível distinguir quais são as espécies tóxicas e as não tóxicas. E mesmo após o cozimento, os cogumelos não perdem o veneno. Portanto, nunca coma cogumelos que não conhece.

As espécies venenosas mais conhecidas são: Inocyve, Clitocybe e Amanita phalloides.

Plantas venenosas

Existem também algumas plantas venenosas que causam intoxicação de forma tão grave, que podem até levar à morte. Veja as principais:

  • Comigo - ninguém pode: Suas folhas provocam queimaduras que atingem o esôfago, e devido ao traumatismo depois da intoxicação, pode até levar a morte. O contaminado sente dores e ardores intensos no nariz, na garganta e nos lábios, e a boca, laringe e gengivas incham e podem sangrar.
  • Mandioca -brava: A pele fica roxa, as pupilas dilatam, a vítima fica pálida, e no canto da boca pode aperecer uma espuma sanguinolenta.
  • Mamona: Mais ou menos após uma hora da ingestão da planta, a vítima sente os sintomas como náuseas, vômitos e diarréia. Além disso, pode ocorrer também sonolência e ataques de convulsão.

*Em todos os casos de intoxicação por plantas venenosas a melhor coisa a se fazer é forçar a vítima a vomitar e procurar uma assistência médica o mais rápido possível.

Intoxicação Alimentar x Alergia Alimentar

A alergia alimentar é uma hipersensibilidade que organismo tem à certos tipos de alimento, muitas vezes confundida com a intoxicação, mas a diferença é que a alergia é desencadeada por mecanismos imunológicos específicos. Após a ingestão dos alergenos, há uma série de sintomas possíveis, os mais comuns são: reações na pele, como manchas, vermelhidões, inchaços e coçeiras, náuseas, dor de barriga, vômitos, diarréia, tosse, rouquidão, chiado no peito, entre outros.

O risco da alergia alimentar está na reação anafilática, uma grave reação que ocorre pela grande quantidade de substâncias químicas, que podem ser liberadas através de remédios, picadas de insetos, ou ingestão de alimentos. A vítima pode ter um edema de glote, ou seja, a garganta vai fechando e dificultando a respiração.

As causas da Alergia Alimentar podem estar diretamente ligadas à fatores genéticos, permeabilidade do sistema digestivo, à capacidade de certos alimentos de produzir alergia, falha dos mecanismos de defesa, entre outros.

A melhor forma de se prevenir é buscar um alergista, fazer os testes alérgicos e cuidar da alimentação.

Sintomas e Tipos de Intoxicação Alimentar

Confiram alguns sintomas de quem está passando por uma intoxicação alimentar:

  • Vômito
  • Diarréia
  • Náusea
  • Dor Abdominal
  • Febre
  • Dor de Cabeça
  • Calafrios
  • Dores Musculares
  • Fraqueza
  • Desconforto

Período de Incubação

O período de incubação é o tempo entre o consumo de alimentos, e o aparecimentos dos primeiros sintomas. Esse período pode variar de alguns minutos, horas ou dias. O tempo varia de acordo com o tipo de agente e o quanto foi consumido.

Outro fator que pode influenciar esse tempo é se os sintomas são provenientes de uma intoxicação, ou de uma infecção. Na intoxicação os sintomas aparecem mais rapidamente, já na infecção o período de incubação é mais longo, pois os micróbios levam mais tempo para se ploriferar no aparelho digestivo.

Durante o tempo de incubação os micróbios passam pelo estômago e vão até o intestino, prendem-se às células da parede do intestino e se multiplicam. Mas não são todos os microorganismos que ficam no intestino, alguns produzem toxinas que são absorvidas pela circulação sanguínea, e outros, podem até invadir os tecidos do corpo.

Dose Infecciosa

A quantidade do agente (que pode ser vírus, bactéria, fungo etc) que precisa ser ingerida a ponto de provocar sintomas da intoxicação ou infecção alimentar, é a chamada “Dose Infecciosa”. Mas os efeitos da dose podem variar de acordo com cada organismo, assim como a idade e o tipo de agente causador da contaminação.

É comum ver casos de pessoas que comem a mesma coisa, mas só uma passa mal, seja pela quantidade ou pela forma com que o organismo recebe aquele agente.

Intoxicações Alimentares - Origem Bacteriana

Escherichia Coli

A Escherichia Coli (E. Coli) é uma bactéria que tem como habitat natural o lúmen instestinal dos seres humanos, capaz de produzir os componentes do qual são feitas as fontes de energia suficientes, a partir de compostos básicos. É uma bactéria controlada pelo sistema imunológico, e só causa problemas quando o indivíduo está com o organismo debilitado. Normalmente quando ocorre intoxicação alimentar pela E. Coli, ela vem de agentes externos, como alimentos ou água contaminados por fezes. Portanto, por vir de locais diferentes, os linfócitos do corpo não reconhecem e reagem contra.

Os principais sintomas são: diarréia, náuseas e febres, que geralmente aparecem de 6 a 36 horas após a ingestão.

Salmonelose

A Salmonelose é uma das intoxicações mais comuns e causada pela bactéria Salmonella, geralmente encontrada nos ovos, aves, carne e leite. Na maioria das vezes os sintomas começam a aparecer entre 8 e 48 horas após a ingestão, e os principais são: diarréia, vômitos, dores abdominais e febre.

A doença não é grave quando tratada adequadamente, e em média, dura de dois a cinco dias. Porém, quando diagnosticada em bebês, idosos e pacientes que já tem alguma debilitação ou doença grave, a Salmonelose pode ser fatal.

Brucelose

A Brucelose é uma doença causada pela bactéria Brucella, e também é conhecida por “Febre de Malta”. Sua transmissão ocorre, principalmente, pelos laticínios não pasteurizados. São pequenos cocobacilos, e possuem três espécies com capaciade de produzir a intoxicação: a B. Abortus (bovinos), B. Melitensis (caprinos) e B. Suis (suínos).

A principal via para a intoxicação é a ingestão de leite e/ou lactínios vindos de animais infectados pela bactéria. Os sintomas são: dores musculares, calafrios e febre. Seu período de incubação leva, em média, de 5 a 30 dias.

Clostridium Perfringens

A bactéria Clostridium Perfringens é largamente distribuída no solo, e no trato intestinal de animais. Portanto, os alimentos contaminados normalmente são provenientes das fezes de animais ou do solo. Essa bactéria produz esporos que sobrevivem à temperaturas normais de cozimento, e se multiplicam durante o resfriamento. Por isso muitas vezes mesmo cozindo a carne, ainda há resquícios da bactéria.

Os sintomas podem demorar de 6 a 24 horas para aparecer, e os mais comuns são: cólica abdominal, diarréia e náusea.

Listeriose

A Listeriose é causada pela bactéria Listeria monocytogenes, que atinge principalmente mulheres grávidas, pessoas com sistema imunológico fraco e recém-nascidos. Muitas vezes a doença é confundida com a gripe por causa de alguns sintomas como dor no corpo e febre, mas além disso são acompanhados por náuseas, vômitos e diarréias. Caso a intoxicação vá para o Sistema Nervoso, os sintomas podem se prolongar para dores de cabeça, rigidez no pescoço, confusão mental e convulsões.

Essa bactéria costuma ser encontrada nos alimentos crus, como carnes e vegetais, e nos alimentos processados, como leite não pasteurizado, queijos, etc.

Botulismo

O Botulismo é causado por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium Botulinum, e é encontrada em maior parte nos alimentos mal embalados, enlatados, conservas, e por manipulação e industrialização inadequada. Em casos mais graves o Botulismo pode causar visão dupla, dificuldade para engolir e falar, e até paralisia.

Normalmente o período de incubação é de 12 a 72 horas.

Estafilocócica

A Estafilocócica é causada pela bactéria Staphylococcus aureus, que pode vir diretamente das pessoas que manipulam os alimentos, pois as bactérias se alojam no nariz, na garganta ou nas mãos. Mas além disso, pode vir também de alimentos que são mais suscetíveis à produção da toxina estafilocócica, como os cremes refrigerados ou armazenados de forma errada, sanduíches, leite refrigerado inadequadamente, e carnes preparadas.

Os principais sintomas são: vômitos, náuseas, diarréia e dores abdominais. O período de incubação é de 2 a 6 horas.

Cólera

A Cólera é causada pela bactéria Vibrio Cholerae, que rapidamente se multiplica no intestino, produz uma forte toxina, e provoca a diarréia líquida intensa. O contágio ocorre através da água ou alimentos contaminados, mas para que a pessoa seja realmente infectada, são necessários em média 100 milhões de víbris. O período de incubação pode ser de algumas horas até aproximadamente 5 dias. Devido à diarréia aquosa e serosa, a cólera pode levar a desidratação.

Intoxicação Alimentar - Origem Viral

Os vírus são muito menores do que as bactérias, e para que possam se multiplicar, precisam de um hospedeiro, a célula viva. Eles não se multiplicam nos alimentos, mas também só são destruídos quando muito bem cozidos.

Hepatite A

O Vírus da Hepatite A é transmitido por água e alimentos quando não há uma higienização correta. É uma doença mais comum em áreas onde não há saneamento básico, e é altamente contagiosa. Os sintomas só começam a aparecer, em média, após 30 dias da contaminação e os principais são: febre, náusea, vômitoss, fadiga, desconforto no abdome, fezes claras, urina escura e perda do apetite. Uma vez infectado, o indivíduo desenvolve uma imunidade permanente.

Rotavírus

O Rotavírus atualmente é uma das principais causas da diarréia infantil, pois nas crianças a doença tende a ser mais severa. As principais formas de contágio são através da água, comida, superfícies contaminadas e de pessoa para pessoa. Os principais sintomas são a diarréia e o vômito bastante líquido durante 3 a 8 dias, e o período de incubação é de 1 a 3 dias.

Intoxicação Alimentar - Vermes e Protozoários

Os vermes e protozoários são os organismos que vivem no hospedeiro, ou seja, os seres humanos e os animais. Mas as intoxicações provocadas por esses organismos são menos frequentes do que as bacterianas.

Giardíase

Giardíase é causada pelo protozoário Giardia lambia. Ele se apresenta de duas formas, a primeira como Trofozoíto, que vive e se reproduz no hospedeiros, e a segunda como Cistos, que é a forma infectante e de resistência do parasita. Mas quando esses cistos são ingeridos e passam pelo meio ácido do estômago, são ativados e acabam se transformando em Trofozoítos.

Uma das principais formas de contaminação é através da falta de higiene, água e alimentos contaminados por mãos sujas, contato com fezes e comidas cruas.

O período de incubação pode ser de 1 a 4 semanas e os sintomas são: diarréia aquosa e dor abdominal.

Criptospordíase

A Criptospordíase é causada pelo parasita coccidio Cryptosporidium parvum e C. Hominis. Eles infectam o lúmen do intestino e se reproduzem dentro do hospedeiro, mas são eliminados através das fezes. A contaminação surge por causa da água e alimentos contaminados, principalmente pela carne bovina. O tempo de incubação varia de alguns dias até duas semanas, mas em casos de imunodeficiências pode se tornar crônica.

Em crianças e pessoas infectadas pelo vírus HIV, a Criptospordíase pode ser mais severa, provocando maior frequência e volume de vômitos e diarréias, podendo levar à desidratação e perda de peso.

Triquina

A Triquina ataca através da presença do verme Trichinella Spiralis, muito comum nos animais. A principal forma de contaminação nos seres humanos é pela carne cura ou mal cozida, principalmente a carne de porco, incluindo as linguiças, salsichas, patês e defumados. Após entrar no organismo, em poucas semanas os vermes se tornam adultos e se reproduzem. As “larvinhas” entram na corrente sanguínea e chegam aos músculos, que fica dolorido.

Os primeiros sintomas aparecem aproximadamente de 7 a 10 dias, e os principais são: náuseas, vômitos, diarréia, cólicas abdominais e falta de apetite. Nos estágios mais avançados pode haver inchaço do rosto e das pálpebras, dores musculares, febre alta, calafrios, e manchas pretas na pele.

Doença do Peixe Cru

A Difilobotríase, também conhecida como "Doença do Peixe Cru" é causada por um parasita de peixes, o verme Diphyllobothrium latum, chamado de “tênia dos peixes”. A contaminação acontece através da ingestão de peixe cru ou mal cozido, quando infectados com as larvas do verme. Após ingerir o peixe, a larva cresce no intestino do hospedeiro, e pode atingir mais de 10 metros. A maioria das pessoas que contraem o verme não sentem nenhum sintoma, a menos quando a infecção é muito intensa.

O que fazer?

Para todas as formas de intoxicação o melhor a fazer é procurar uma assistência médica, para que as orientações sejam de acordo com o que for detectado. As ervas medicinais podem ser uma das soluções na hora do sufoco! Veja as principais na eliminação toxinas, disenteria e enjôo:

Eliminadora de toxinas: agrião, amor-perfeito, angélica, batata-de-purga, bardana, bolsa-de-pastor, caiapó, cardo-mariano, cipó-suma, carqueja, cotó-cotó, curraleira, canchalágua, carne-de-vaca, caroba, caruru-bravo (raiz), catáia, chapéu-de-couro, cipó-mil-homens, dente-de-leão, douradinha, erva-de-bugre, espinheira-santa, estragão, guaiaco, ipê-roxo, japecanga, lágrima nossa senhora, mata-pasto, nogueira, papo-de-peru, panacéia, pau-ferro, pita, rosa branca, sabugueiro, salsaparilha, sassafrás, serralha-brava, sete-sangrias, taiuiá, tanchagem, tajuba, tarumã, urtiga-vermelha, velame-do-mato.

Disenteria: angélica, alecrim, araticum, araçá, aroeira, azedinha, açoita-cavalo, agrimônia, bambu, barbatimão, bolsa-de-pastor, buranhém, cagaiteira, cambuí, caroba, capim-gordura, carapiá, casca-de-anta, caparrosa, cipreste, confrei, cascarilha, coentro, espinheira-santa, erva-do-bicho, erva-tostão, ipecacuanha, jatobá, louro-prêto, mangue-vermelho, macela, macela-branca, murta (folhas), persicária, poaia-branca, romã, serralha-branca, sarça, sete-capote, tamarindo, tansagem, uvalha, carvão vegetal.

Enjôo: aipo, beladona, camomila, casca-de-anta, erva-doce, erva-de-santa-maria, espinheira-divina, funcho, hortelã, losna, macela, poejo, sempre-viva.

Prevenir Intoxicação Alimentar

É mais comum contrair a Intoxicação Alimentar ao ingerirmos algo fora de casa, pois não sabemos de onde vem e como foi preparado. Mas nunca descarte a possibilidade que a intoxicação pode ser pega dentro de casa também, com os alimentos que você mesmo prepara.

Como não é possível detectar os microorganismos através da “aparência” da comida, e muitas vezes até o gosto ou o cheiro passam desapercebidos, é importante tomar o máximo de medidas possíveis, pois pequenos descuidos podem causar a contaminação. Veja as principais formas de se prevenir:

Comendo Fora de Casa

  • Verifique as condições de limpeza do local, incluindo também a higiene dos funcionários e a aparência;
  • Peça sempre alimentos bem passados ou bem cozidos;
  • Se tiver dúvida em relação ao modo com que a salada foi lavada, não coma;
  • Cuidado com o consumo de peixes crus, vá em restaurantes somente da sua confiança;
  • Tome muito cuidado com a maionese, é um dos produtos mais contaminados e muito utilizado em lanchonetes e restaurantes;
  • Em locais onde não há água corrente, como quiosques e barracas, os pratos, copos e talheres devem ser descartáveis;
  • No verão tome ainda mais cuidado, pois segundo os especialistas, quando estamos fora de nosso ambiente de convívio ficamos mais suscetíveis à incômodos alimentares, pois nossa flora microbiana varia de um local para o outro, ainda mais com a influencia do clima quente, que facilita o crescimento de bactérias;
  • Verifique se os alimentos estão bem acondicionados;
  • Fuja das frituras, prefira os assados;
  • Caso esteja em algum lugar onde não há como resfriar os alimentos, não coma, pois a exposição à temperatura ambiente por muito tempo é prejudicial;
  • Evite os alimentos feitos em barraquinhas na rua, pois os alimentos costumam ser expostos a varios fatores que podem influenciar e contaminar o alimento;
  • Seja cauteloso com frutos do mar e produtos avícolas;
  • Observe se o vendedor manuseia dinheiro e alimentos sem lavar as mãos;
  • Verifique se os funcionários usam luvas ao manusear os alimentos;

Armazenamento e Compra dos Alimentos

  • Esteja sempre atento ao prazo de validade;
  • Verifique se o leite e o queijo que você compra são produtos pasteurizados; 
  • Confira bem a embalagem, evitando produtos danificados, furos e exposição inadequada;
  • Após comprar comida congelada e refrigerados, guarde o mais rápido que puder. Ao fazer compras, deixe para pegá-los por último;
  • Coloque os pacotes de carne, frango ou peixe, dentro de sacos plásticos para evitar que pinguem em outros alimentos;
  • As frutas e os vegetais precisam ser lavados com água corrente e guardados na geladeira com temperatura abaixo de 10ºC;
  • A temperatura ideal para guardar comida congelada é de -18ºC;
  • Se sobrar comida de alguma refeição e você quiser guardar, guarde na geladeira, e deixe no máximo até o dia seguinte;
  • Não guarde sobras de alimento em latas de alumínio.

Preparo dos Alimentos

  • Sempre lave as mãos com sabonete, esfregando toda a superfície por dentro e por fora, antes das refeições e, principalmente, antes de prepará-las;
  • Não utilize tábuas de madeira para cortar carne crua, frango ou peixe, pois são mais difíceis de serem higienizadas;
  • Certifique-se de que a comida está sendo cozida da maneira correta;
  • Se possível, na hora de preparar utilize utensílios diferentes para cada tipo de alimento, por exemplo, um para a carne que será cozida e outro para os legumes e hortaliças, para evitar que bactérias sejam transferidas;
  • Antes de levar a carne ao fogo, degele completamente;
  • Não deixe que a carne cozida entre em contato com a carne crua;
  • Mantenha a superfície de preparo sempre limpa;
  • Esterilize as esponjas com água quente uma vez por semana;
  • Sirva o alimento logo após seu cozimento;
  • Evite requentar muitas vezes a mesma comida, retire apenas o que irá comer e esquente separadamente;
  • Evite deixar alimentos descongelando por muito tempo à temperatura ambiente, pois ficam mais sujeitos à ação das bactérias, prefira descongelar com a ajuda do microondas;
  • Retire as folhas externas das verduras e legumes;